Conheça nosso programa na íntegra:
CADERNO-PROGRAMA
“CONHECER É TRANSFORMAR”
UFSC 2026-2030
Bases de um programa em construção coletiva por uma universidade pública, gratuita, estatal, democrática, inclusiva, de qualidade e referenciada pelas demandas e vontades populares!
APRESENTAÇÃO
A universidade pública brasileira atravessa um dos períodos mais desafiadores de sua história recente. As IES públicas foram alvo preferencial da desinformação nos anos em que o autoritarismo e o fascismo cresceram no país. A instabilidade orçamentária, a defasagem na recomposição de pessoal, a ampliação dos ataques à democratização ao ensino superior, o negacionismo científico e o aumento das demandas sociais impõem tensões permanentes entre expansão, qualidade e sustentabilidade institucional. Ao mesmo tempo, cresce a responsabilidade de seu papel e função social diante de uma sociedade marcada por desigualdades, transformações tecnológicas aceleradas, crises ambientais severas e disputas em torno do valor da ciência como um conhecimento crítico e público.
Na UFSC, esses desafios se materializam na pressão sobre a infraestrutura e os contratos, em sistemas informacionais desarticulados e em grande parte obsoletos, na ineficiência das políticas de permanência estudantil e de saúde mental de toda comunidade, na demanda por maior transparência e participação democrática, na exigência de manter-se com inserção social, científica e internacional, bem como no aumento do sentimento de insegurança diante de violências – física, simbólica, institucional, de gênero e étnico-racial.
A diversificação do perfil estudantil, resultado das políticas de democratização do acesso ao ensino superior, também tem sido submetida a novas resistências e movimentos contrários. Somado a isso, há propostas de gerir a permanência estudantil como um fenômeno que pode ser reduzido às taxas de evasão ou condições individuais dos estudantes. Para esse desafio, a UFSC precisa dar respostas estruturadas e permanentes, capazes de garantir não apenas ingresso, mas uma trajetória acadêmica bem-sucedida, com formação integral humana e humanizada.
A universidade deve reafirmar-se como espaço estratégico de produção científica socialmente comprometida, orientada à solução dos problemas estruturais do país e à consolidação da soberania nacional, a serviço do povo e enraizada em suas lutas históricas. Nesse contexto, cabe à universidade liderar um debate, promovendo uso qualificado, transparente e socialmente responsável de tecnologias, garantindo que o processo de inovações digitais, na produção científica e na administração em geral, fortaleça a autonomia intelectual e a produção do conhecimento com compromisso público. Juntamente com as abordagens emergentes das agendas científicas contemporâneas é necessário valorizar os saberes clássicos e consolidados que estruturam grande parte de nossos campos de estudo, ao mesmo tempo em que se reconhece, integra e legitima os saberes histórico-tradicionais e populares.
A UFSC precisa se manter em vanguarda nesse cenário, seja ampliando a equidade na produção do conhecimento e fortalecendo redes nacionais e internacionais de cooperação solidária, como também consolidando uma cultura institucional interna, baseadas na escuta ativa, na gestão democrática e participativa, em decisões pautadas em dados e indicadores, com simplificação de processos, padronização dos fluxos, unificação dos sistemas tecnológicos e valorização do trabalho realizados por servidores e estudantes – os sujeitos centrais de um projeto universitário democrático.
Diante desse cenário, a chapa Conhecer é Transformar, encabeçada por João Luiz Martins e Luana Renostro Heinen (2026-2030), apresenta-se para o fortalecimento das ações coletivas comprometidas com uma UFSC pública, gratuita, estatal, democrática, inclusiva, de qualidade e referenciada pelas demandas e vontades populares. Uma UFSC que não se limita à administração de rotinas, mas propõe uma reorganização estratégica de todo seu funcionamento a partir de três compromissos fundamentais: responsabilidade institucional, excelência acadêmica e participação democrática com equidade. Trata-se de articular o papel e a função social da UFSC com o compromisso público de transformar e se atualizar com inclusão, eficiência administrativa e democracia participativa.
Entendemos a responsabilidade institucional como o compromisso ativo, contínuo e estruturante da universidade com sua função pública. Isso significa atuar com ética, transparência e participação democrática, garantindo que decisões acadêmicas, administrativas e financeiras estejam orientadas pelo interesse coletivo e pelo impacto social positivo. Responsabilidade institucional implica assegurar condições dignas de trabalho e estudo, promover equidade e inclusão, utilizar de forma racional e sustentável os recursos públicos e responder, com celeridade e diálogo, às demandas da comunidade universitária e da sociedade.
A responsabilidade institucional implica compreender a grandeza da nossa instituição que deve ser protagonista na disputa do orçamento. É preciso recolocar a UFSC no papel de protagonista nacional por meio da qualificação de articulações com a Andifes, o Governo Federal, o parlamento, os entes federados e demais instituições.
Essa responsabilidade também exige reestruturar a comunicação pública da UFSC para que seja capaz de comunicar à sociedade todo o potencial e realizações da instituição que produzem impactos diários nas vidas das pessoas. Estabelecer essa comunicação ativa é fundamental no enfrentamento à desinformação e autoritarismos que atingem diretamente a universidade.
Trata-se também de reconhecer que a autonomia universitária não é só um conceito formador de uma universidade tipicamente brasileira, mas é nosso dever público com o objetivo de produzir conhecimento crítico, formar profissionais e cidadãos comprometidos com a justiça social e contribuir, de maneira responsável, para o desenvolvimento sustentável, justo e democrático do país.
Esse compromisso, por exemplo, atravessa diretamente o tratamento da permanência estudantil, que entendemos como um processo amplo e complexo que perpassa condições acadêmicas, pedagógicas e materiais que favoreçam o engajamento contínuo dos estudantes com sua trajetória formativa. Para tanto devemos repensar o nosso cotidiano, fortalecendo vínculos entre teoria e prática, ampliando a curricularização da extensão como eixo estruturante de uma formação orientada pela transformação social e garantindo segurança e proteção. Essa é uma de nossas responsabilidades.
Compreendemos excelência acadêmica como a busca permanente pela qualidade, relevância e impacto social do ensino, da pesquisa e da extensão. Ela não se limita a indicadores quantitativos ou rankings, mas se expressa, na nossa comunidade, pela solidez da formação científica que oferecemos e na relevância e impacto trazido à comunidade que constrói a UFSC e o país cotidianamente, na consistência ética do conhecimento aqui produzido e na nossa capacidade de dialogar com os desafios contemporâneos no Brasil e no mundo – forjando a universidade como uma trincheira de avanços por direitos do povo, destaque na produção científica de ponta e contribuição exemplar para a solução dos problemas nacionais.
A excelência contribui com o desenvolvimento nacional, mas também é fundamental no impacto local. A universidade deve ser referenciada territorialmente, conectada com os problemas da cidade em que cada um dos seus campi está localizado, de modo que a pesquisa e a extensão promovam interação transformadora com a sociedade. Neste sentido, deve se constituir como espaço de ciência, arte, cultura e esporte para a comunidade, fazer-se uma extensão da rua, pulsando convívio seguro, saudável, diverso e plural. A segurança e o prestígio da universidade requerem presença, circulação de pessoas e ideias, a promoção do espaço e dos equipamentos públicos enquanto bens comuns que precisam ser aproveitados, cuidados e mobilizados por suas comunidades para atender às reais demandas do povo.
Com isso, defendemos a retomada do sentido da universidade para as pessoas enquanto oportunidade de transformação, qualificação profissional, formação humana integral, comprometida com um mundo digno a todas as pessoas. Que cada estudante e servidor, mas ainda cada pessoa que circule pelos campi da UFSC, possa encontrar na universidade o acolhimento, o preparo, o reconhecimento de seu papel na construção de um país soberano; que possa se apropriar da universidade enquanto seu patrimônio, de nosso povo, e defendê-la dos constantes ataques, contribuir para seu crescimento, porque acredita em seu potencial e conhece o quão longe a universidade pública leva a ciência, a tecnologia, a mudança social – para muito além de diplomas.
Em nossa perspectiva, excelência significa articular pesquisa básica e transformação compassada aos desafios atuais, abordagens clássicas e tradicionais com as novas agendas científicas; combinar rigor metodológico com compromisso público. Requer promover ambientes acadêmicos plurais, críticos e colaborativos, nos quais servidores e estudantes tenham condições adequadas de trabalho e desenvolvimento intelectual. A excelência acadêmica é indissociável da inclusão, da diversidade e da responsabilidade social, pois a qualidade universitária se fortalece quando amplia oportunidades, valoriza diferentes saberes e contribui de forma concreta para a transformação da sociedade – por exemplo, pela ampliação dos perfis de liderança de projetos e redes de estudos.
Entendemos que a participação democrática com equidade é a garantia de que todas as vozes da comunidade universitária – estudantes e servidores técnicos e docentes – tenham espaço real e efetivo nos processos de decisão. Não se trata apenas de abrir instâncias formais de consulta, mas de assegurar condições concretas para que nossa comunidade participe em igualdade de oportunidades, com acesso à informação, tempo, recursos e reconhecimento.
Acreditamos que a equidade qualifica e aprofunda a democracia ao reconhecer as desigualdades estruturais que atravessam a comunidade universitária, bem como ao instituir mecanismos concretos que garantam inclusão efetiva nos espaços deliberativos. Nossa universidade deve ser um ambiente melhor do que ontem, com a escuta ativa, o acolhimento e respeito às diferenças se aprofundando e alcançando mais longe, como fundamento das decisões coletivas e da construção de consensos institucionais.
A valorização da participação democrática com equidade somente é possível em um projeto comprometido com a preservação da memória institucional, com a verdade e a justiça. Por isso, a universidade deve se apresentar como um espaço seguro para sua comunidade, que se posicione claramente contra o fascismo e qualquer retrocesso autoritário, principalmente quanto aos direitos já conquistados.
Construir uma universidade fincada nas demandas, interesses e mobilização do povo perpassa defender seu caráter científico, transformador, de trincheira de transformação de vidas e de toda a sociedade. Para tanto, assumimos coletivamente o compromisso de enfrentar cada base de reprodução das opressões, do fascismo e das garras privatistas, excludentes e elitistas na universidade, que minam seu caráter público, gratuito e de qualidade. Dos laboratórios às linhas e projetos de pesquisa; dos editais de processos seletivos e concursos ao direcionamento orçamentário; das portarias e políticas internas ao que se comunica abertamente e a como se trata as pessoas na universidade: em todas essas facetas, bem como em cada outro elemento do fazer universitário cotidiano, precisamos combater o servilismo aos interesses mercantis e pautar uma função social da universidade pública engajada, transformadora e que construa possibilidades de presente e futuro digno ao povo.
Nesse sentido, nossa chapa “Conhecer é Transformar” se coloca como a mais preparada para enfrentar o momento atual, porque combina experiência institucional com visão estratégica e compromisso com o caráter público e popular que a UFSC precisa.
Reconhecemos que os limites orçamentários e estruturais são uma realidade, mas nos recusamos a gerir essa crise sob a lógica da retração, fragmentação e adoecimento de nossa comunidade. Ao contrário: apostamos na forte mobilização nacional com articulações que envolverão a Andifes, o Governo Federal, o parlamento, os entes federados e demais instituições necessárias, de forma a qualificar a governança interna e retomar o lugar de protagonismo e enfrentamento que nossa universidade tinha há tempos. Também apostamos no fortalecimento da permanência estudantil, na valorização e na ampliação da presença política, científica e cultural da UFSC no âmbito local, regional, nacional e internacional.
Isso tudo requer e perpassa nosso compromisso com a mobilização popular e da comunidade universitária em geral, com a escuta junto das bases de cada categoria, com o envolvimento ativo na transformação coletiva da realidade que vivemos. Buscamos o fortalecimento do pertencimento, do compromisso e da apropriação da UFSC pela comunidade que a sustenta a cada dia, alcançando ainda mais pessoas.
Mais do que administrar escassez, o que se propõe é reorganizar prioridades, integrar políticas dispersas, construir consensos democráticos e projetar a universidade para o futuro. Em um contexto de incertezas, a nossa Chapa oferece direção estratégica, compromisso social e capacidade de articulação – elementos essenciais para que a UFSC continue sendo referência pública, inclusiva, crítica e socialmente relevante de uma universidade tipicamente brasileira.
COMPROMISSO CENTRAL
O projeto UFSC 2030 reafirma o compromisso com uma universidade cientificamente excelente, comprometida com a transformação social, orientada pelas demandas e vontades de nosso povo, ambientalmente responsável, democrática, inclusiva e antidiscriminatória. Defendemos uma ciência aberta, colaborativa e orientada pelos ODS da ONU, comprometida com justiça social, sustentabilidade e diversidade humana. Almejamos a garantia de condições para o trabalho decente (OIT) e colaborativo, em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humanas. Entendemos isso como exigências para assegurar a saúde física e mental, juntamente com o combate sistemático ao autoritarismo, à violência de gênero, ao assédio, ao capacitismo, ao racismo e a todas as opressões.
A realização deste compromisso somente é possível por meio da construção de uma gestão participativa na definição de políticas, de prioridades e nas decisões sobre o orçamento. Fóruns e conselhos consultivos irão subsidiar os processos de decisão na Universidade, sendo valorizada a discussão democrática e a deliberação pelo Conselho Universitário. Ademais, só se transforma a realidade com uma UFSC fincada em seus territórios, disputando o direito à cidade e contribuindo para o fortalecimento do trabalho junto à comunidade, no envolvimento com a luta popular. Assim, assumindo protagonismo científico e na formulação de conhecimentos que orientem políticas e conquistas para resolver os problemas do país, fortalecer nossa instituição como polo de enfrentamento ao fascismo e de alternativa de futuro a todas as pessoas na educação superior e básica.
NOSSOS PRINCÍPIOS ORIENTADORES SÃO
Legalidade e Planejamento, no escopo de uma gestão baseada no ordenamento jurídico e no planejamento estratégico integrado e coerente com objetivos, meios e resultados junto à nossa comunidade.
Transparência, Publicidade e Participação Democrática garantida por uma comunicação pública institucional pautada pelo acesso público às informações, junto da ampliação de fóruns, consultas públicas e deliberação colegiada enquanto espaços de escuta e decisão coletiva.
Eficiência e Sustentabilidade a partir do uso racional de recursos com responsabilidade política, jurídica e ambiental, voltado à excelência acadêmica, eficiência administrativa e impacto social.
Impessoalidade e Integridade Administrativa para garantir que as decisões de gestão sejam oriundas de critérios técnicos, éticos e isonômicos, assegurando integridade e justiça em nossa comunidade.
Equidade efetiva para promoção justa, inclusiva e ativa da diversidade nos conselhos deliberativos, nas funções de gestão e no cotidiano universitário em geral, com redução de desigualdades e ampliação de oportunidades para todos os segmentos da universidade e das camadas populares.
NOSSOS PRINCÍPIOS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR SÃO
Autonomia universitária para garantir a liberdade acadêmica, administrativa e financeira, como condição para a produção de conhecimento e a formação crítica.
Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão para assegurar a formação integral articulada junto ao povo, fortalecendo a extensão com dimensão estratégica e transformadora da sociedade.
Caráter público, gratuito e de qualidade com caráter de defesa da universidade como patrimônio social, orientada pela excelência, inclusão e responsabilidade pública.
Financiamento público e sustentável estabelecendo redes que visem estabilidade orçamentária, recomposição de recursos e atuação protagonista na formulação de políticas públicas para expansão responsável, condições adequadas de funcionamento e projeção da universidade.
Permanência estudantil com dignidade para que as políticas estruturantes de acesso, inclusão, moradia, alimentação e apoio integral garantam uma trajetória digna e humana para estudantes.
Mobilização do conhecimento para transformar a sociedade, de forma a conceber, experimentar e compartilhar soluções na universidade em benefício da formulação de políticas públicas, da gestão institucional, de nossa comunidade e das demandas populares.
Fortalecimento da universidade pública, inclusiva e democrática para consolidar uma cultura institucional acolhedora, participativa, cooperativa e comprometida com equidade e justiça social, ampliando o alcance e a relevância da universidade.
Desenvolvimento humano e condições dignas de trabalho para que a UFSC seja um ambiente acadêmico criativo, colaborativo, seguro, saudável e eticamente responsável, assegurando a permanência e a valorização de quem ensina e aprende, pesquisa, administra, apoia e faz o cotidiano da universidade.
Cultura e arte para a emancipação, para que a diversidade cultural tenha reforçada sua dimensão formativa, crítica, criativa e humanizadora, sendo valorizada e apropriada segundo os interesses de nosso povo e contribuindo para o desenvolvimento humano e a identidade comunitária
NOSSOS EIXOS ESTRATÉGICOS SÃO
1) Diante do déficit e da instabilidade orçamentária, apresentamos responsabilidade financeira, por meio de:
Articulação institucional e incidência nacional, fortalecendo sua participação nas instâncias de coordenação do sistema federal de ensino superior, integrando comissões, contribuindo para a formulação de modelos de gestão e se reposicionando de forma qualificada no FORPLAD e na ANDIFES.
Além disso, no relacionamento com o parlamento, com os entes federados (municípios, estados), com o MEC, com os inúmeros ministérios e agências de fomento, tal qual outras instituições aliadas com as quais a UFSC e seus pesquisadores mantêm projetos, visando a expandir recursos próprios, sempre sob compromisso com nossos princípios.
Protagonismo na defesa do financiamento público e da sustentabilidade orçamentária
A universidade deve atuar nacionalmente com protagonismo pela recomposição do orçamento e pela revisão dos critérios da Matriz ANDIFES/MEC, defendendo políticas de financiamento justas e alinhadas às necessidades institucionais. Deve, simultaneamente, promover um modelo público, inclusivo e democrático, assegurando equilíbrio entre custeio, investimento e pessoal, priorizando o financiamento estatal e diversificando fontes por meio de redes de financiamento que reforcem sua autonomia, missão institucional e compromisso popular.
Governança participativa e planejamento integrado
A gestão institucional deve assegurar processos decisórios transparentes e coletivos, por meio de comitês, fóruns e consultas à comunidade; integrar o planejamento acadêmico e orçamentário; preservar mecanismos internos de previsibilidade financeira, como os duodécimos; e garantir a alocação de recursos necessários à execução sustentável das políticas de ações afirmativas.
Propomos instituir o Comitê Orçamentário Participativo, com representatividade das diversas categorias, presença dos campi e outros setores. Reafirmamos que iremos construir soluções para preservar os duodécimos internos e assegurar a distribuição mensal das cotas orçamentárias, bem como a integração entre planejamento acadêmico e orçamento via metas anuais (PDI), por meio de processos amplos de participação comunitária, além da garantia de recursos específicos para a sustentabilidade das políticas de ações afirmativas e de permanência sob gestão da PROAFE e PRAE.
2) Com relação à gestão de pessoas, propomos gestão humanizada, informatizada e desburocratizada, contando com:
Liderança inclusiva e promoção de ambientes institucionais seguros, pautados pela comunicação não violenta e prevenção de violências, garantindo condições de trabalho dignas e relações institucionais baseadas no respeito.
Equidade e valorização da diversidade na gestão de pessoas, implementando políticas de equidade racial e de gênero, com incentivo à diversidade em cargos de gestão e consideração das especificidades das carreiras na definição das práticas de gestão.
Desenvolvimento institucional e gestão colaborativa, sob participação ampliada da comunidade universitária na gestão de modo colaborativo, assim como fortalecimento de instâncias participativas de gestão de pessoas e ampliação da atuação da UFSC em fóruns nacionais (como o FORGEPE-ANDIFES).
Promoção do bem-estar e da saúde integral da comunidade universitária, alçando a melhoria das condições de trabalho por meio de dimensionamento adequado da força de trabalho; mecanismos de resolução negociada de conflitos; práticas de justiça restaurativa; celeridade e segurança jurídica nos processos de apuração e responsabilização; além da implementação ampliada da política de saúde mental.
Reconhecimento institucional por meio da valorização do conhecimento dos servidores a partir da escuta para a realização de mudanças, realização de integração contínua entre setores para aprimorar o trabalho e os fluxos e incentivo ao desenvolvimento de pessoas e formação continuada.
Simplificação e padronização dos processos institucionais, revisando, simplificando e automatizando fluxos e procedimentos, sob consolidação de informativos e normativas em formatos acessíveis e padronizados para ampliar eficiência e transparência e evitar retrabalho.
Integração e unificação dos sistemas de gestão – acadêmicos, de pessoal e de processos –, garantindo coerência, interoperabilidade e suporte tecnológico à gestão administrativa e acadêmica.
Gestão atualizada e orientada pelo conhecimento
A UFSC deve mobilizar o conhecimento produzido internamente para qualificar processos decisórios, apoiar a criação de câmaras administrativas e promover atualização contínua na governança universitária.
Acompanham isso as perspectivas de:
Criar um comitê permanente de simplificação e governança de fluxos, que seja intersetorial (reitoria + pró-reitorias + secretarias + docentes), responsável por priorizar fluxos críticos, acompanhar a implementação de operações nos centros e realizar revisões anuais de burocracias.
Elaborar guias de integração institucional com informações claras sobre setores, atribuições e procedimentos.
Realizar dimensionamento da força de trabalho nos setores da universidade de modo a produzir uma divisão mais igualitária do trabalho.
Promover fóruns específicos para docentes e TAEs definirem expectativas, atribuições e regramentos próprios, com gestão de cada carreira atenta às especificidades das atribuições dos cargos
Implantar plano de integridade conectado com as necessidades de posturas humanizadas na gestão de pessoas.
Desenvolver ações integradas de prevenção e enfrentamento às violências e discriminações, com capacitação obrigatória (docentes e TAEs), formação para os setores de Ouvidoria e Apuração e trilhas formativas contínuas (ciclo continuado de desenvolvimento profissional, com trilhas de formação em gestão humanizada, liderança inclusiva, prevenção de violências institucionais e práticas antirracistas e anticapacitistas).
Constituir comissão permanente de processos disciplinares de servidores: reduzir o tempo de tramitação de processos de apuração e responsabilização e uniformizar decisões.
Criar uma Câmara de Mediação, Conciliação e Justiça Restaurativa para fortalecer a comunicação não violenta e atuar na resolução preventiva de conflitos.
Realizar periodicamente o Censo Institucional de Diversidade, Carga de Trabalho e Saúde Organizacional (dados sobre raça/etnia, gênero, orientação sexual, deficiência, funções, cargas e bem-estar), com resultados públicos e disponibilizados em um Painel Institucional de Diversidade e Bem-Estar.
Instituir um Comitê de Equidade, Diversidade e Cuidado Institucional, com representantes de TAEs, docentes, estudantes e chefias, responsável por formular metas, monitoramento, ações formativas e acompanhamento dos indicadores.
Vincular os dados do Censo e as metas do Comitê ao Programa de Formação Contínua para Lideranças e Chefias, com módulos temáticos (gestão humanizada, interseccionalidade, prevenção de violências institucionais), integrados ao acolhimento de novos servidores.
3) Para segurança, cultura, esporte e convívio, partimos de uma perspectiva de valorização, integração e presença da comunidade nos espaços da UFSC, visando a:
Destacar a universidade como extensão da rua, estimulando a presença e a interação social da comunidade como base da segurança e da vitalidade cultural e esportiva da UFSC, fazendo da segurança não um somatório de câmeras e vigilantes, mas processo decorrente da apropriação e circulação popular no espaço e equipamentos públicos.
Criar a Pró-Reitoria de Cultura e Arte, formulando e gerindo políticas culturais que fortalecem a produção artística, a preservação do patrimônio, a diversidade cultural e a sintonia da UFSC com sua comunidade. Assim, ampliando a vivência cultural nos campi, contribuindo para a formação humana e consolidando nossa universidade como referência no ramo, pautada pela criatividade, a pluralidade, o diálogo e a valorização da dignidade humana. Ainda, guardando, preservando, conservando, operacionalizando e acolhendo os diversos equipamentos dispersos, potencializando ações conjuntas e maior coletividade na promoção cultural.
Criar a Secretaria de Esporte e Qualidade de Vida, com estrutura administrativa própria e órgãos consultivos com representação estudantil e dos setores diversos da administração, possibilitando melhor conexão entre planejamento, orçamento, avaliação, integração das práticas esportivas e seus respectivos calendários de atividades. Assim, fortalecendo e reposicionando a UFSC para os eventos do âmbito local ao internacional, mas também no cotidiano de promoção das práticas corporais dentre sua comunidade.
Fortalecer o paradesporto, incluindo pessoas com deficiência no esporte universitário de modo a ampliar a diversidade e reforçar a política de respeito mútuo, um pilar da segurança baseada em direitos humanos.
Fomentar produção artística multicultural, diversa e popular, com descentralização de ações para abranger todos os campi.
Construir políticas participativas com a escuta de movimentos populares, em diálogo constante com a comunidade e priorizando a autonomia da Universidade.
Políticas planejadas de modo a se respeitarem as demandas da comunidade, o uso estratégico dos recursos, priorizando a publicidade, o impacto social e a sustentabilidade nos editais e demais mecanismos de promoção das políticas, controle de seu andamento e recursos.
Consolidar ações junto ao IMDH e frentes defensoras dos direitos populares para promoção de cultura, arte, esporte, formação crítica, convivência social e memória voltadas aos direitos humanos e contra o autoritarismo.
Integrar arte, cultura, esporte, direitos humanos, acolhimento, respeito, segurança, diversidade e atenção à comunidade no fazer cotidiano da universidade.
Ampliar e adensar iniciativas que incluam culturas periféricas nas ações da SeCArte, com destaque para a produção de artistas negros.as, indígenas e LGBTI+.
Diversidade e inclusão cultural integrando estratégias de intercâmbio das variadas formas de expressão artístico-cultural (literárias, cênicas, audiovisuais, musicais, plásticas, culinárias, entre outras) entre artistas da universidade (docentes, TAEs, estudantes) e da comunidade.
Promover circuitos culturais nos territórios em que os campi estão inseridos, junto aos estabelecimentos da vizinhança, integrando cultura, convívio e segurança.
Mediar junto ao Município de cada campus políticas públicas de transporte, uso de áreas da UFSC, acesso à moradia, cultura, lazer e outras demandas que envolvam a integração do espaço universitário com a vida na cidade.
Reconhecer a segurança cidadã e o respeito aos direitos humanos como condição essencial para a autonomia e para o desenvolvimento crítico-acadêmico.
Promover políticas de segurança cidadã que preservem a autonomia universitária e garantam ambientes democráticos, acessíveis e seguros.
Valorizar práticas de escuta e mediação em contextos de convivência.
Ações para recomposição do quadro de servidores da segurança.
Atividades de capacitação, orientação e pertencimento aos trabalhadores da segurança voltadas às especificidades da convivência universitária, com ênfase no enfrentamento ao assédio e todas as formas de discriminação.
Implementação de políticas e ações como a Política de Segurança Institucional, do Comitê de Segurança Institucional e do Fórum de Segurança da UFSC e fortalecimento do sistema integrado de segurança.
Gestão da segurança com uso de indicadores, rotinas claras e fluxos integrados para aprimorar e agilizar respostas operacionais.
Incorporar novas tecnologias para atualizar sistemas de vigilância eletrônica e ferramentas digitais que ampliem a prevenção, o alcance e a eficiência das ações de segurança.
Adotar medidas exitosas de outras IES como o botão de alerta e sistemas de monitoramento das violências dentro dos campi.
Implementar as recomendações da Comissão de Verdade da UFSC.
Formulação de políticas no campo dos direitos, prezando pelo desenvolvimento de projetos que englobam questões culturais e de convívio, possibilitando o desenvolvimento crítico da pesquisa e extensão.
Preservação cultural consolidada por meio da garantia de subsídios às atividades culturais já desenvolvidas dentro da UFSC.
Ampliação do monitoramento e circulação, ampliando a iluminação através da tecnologia fotovoltaica (com alta eficiência e baixo custo de manutenção), monitoramento inteligente de setores e prédios, controle de acessos em áreas sensíveis, limpeza e cortes periódicos da vegetação nos campi.
Rondas preventivas com foco comunitário, priorizando acolhimento e orientação.
Trabalho integrado entre a SETIC e a SSI para construir mecanismos de informação em tempo real, como um canal unificado e ágil de registro de ocorrências e de notificação imediata capaz de proteger as pessoas e o patrimônio.
Programas educativos de prevenção à violência, incluindo gênero e diversidade.
Comissão permanente de acompanhamento e proposição com representação estudantil, docente e técnica, garantindo participação nas decisões.
Estimular circuitos e rondas culturais na universidade, com segurança e arte cantando juntos para integrar as equipes à comunidade no acompanhamento a eventos e roteiros culturais.
4) Para pesquisa, inovação, extensão e internacionalização, propomos integração, colaboração e estratégias, por meio de
Ciência com compromisso social de forma a estimular a produção científica pautada pelos 18 ODS propostos, sob interdisciplinaridade, pensamento crítico e na busca de soluções sustentáveis, valorizando a pesquisa básica e impulsionando uma inovação tecnológica e social a serviço das demandas populares regional e globalmente.
Equidade na produção científica para promover representatividade e garantir acesso equitativo a financiamento, formação e reconhecimento acadêmico para grupos historicamente sub-representados.
Integração ensino–pesquisa–extensão de forma a fortalecer a articulação entre formação acadêmica, produção científica e impacto social, fortalecendo a extensão e sua presença como cerne nos cursos e seus currículos.
Internacionalização solidária e estratégica com estímulo e apoio a expansão das redes acadêmicas com foco no Sul Global, pautadas na reciprocidade, excelência e cooperação solidária.
Governança e estrutura institucional para assegurar gestão ética, transparente e participativa da PD & I, com estrutura dedicada à captação e gestão de parcerias estratégicas em contribuição aos interesses populares.
Isso se articula ao:
Promover representatividade e liderança de mulheres, mães, pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTI+, pessoas com deficiência e estudantes de baixa renda em pesquisa, extensão e internacionalização.
Fortalecer a equidade, com especial atenção às demandas raciais e de gênero, na formação, na gestão, na obtenção de financiamento e reconhecimento acadêmico nesses ramos.
Criar mecanismos de apoio e acompanhamento que garantam participação equitativa de pesquisadores(as), TAEs e estudantes, eliminando barreiras estruturais e culturais, sob ambientes de trabalho respeitosos e acolhedores.
Valorizar projetos que articulem conhecimento científico, inovação e impacto comunitário, fortalecendo a função social da universidade junto às camadas populares.
Impulsionar a extensão e seu processo vigente de curricularização na perspectiva de gerar conhecimento socialmente relevante, fortalecer a participação comunitária e contribuir para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas, reafirmando o papel social da universidade e sua missão transformadora.
Ampliar redes acadêmicas com excelência, priorizando parcerias com América Latina, África, BRICS e demais países do Sul Global, sem perder vínculos históricos com Europa e América do Norte.
Incentivar intercâmbios, formação conjunta e pesquisa colaborativa com princípios de reciprocidade e solidariedade.
Promover a construção de propostas de projetos de pesquisa conjuntos entre as equipes dos campi, com maior integração entre os grupos de pesquisa afins entre os campi.
Tendo ainda como ações institucionais prioritárias:
A. Planejamento e Regulação da Pesquisa:
Criar Fórum Bienal de Pesquisadores(as) para propor diretrizes de PD&I, prioridades de investimento e estratégias de internacionalização.
Atualizar a Resolução Normativa nº 47/CUn/2014 para adequá-la às necessidades atuais da pesquisa.
Qualificar chamadas internas da PROPESQ com critérios claros, ampliação do CT-Infra e notas técnicas orientadoras.
B. Equidade e ampliação de oportunidades nas bolsas de iniciação científica, criando nesta a categoria para estudantes em vulnerabilidade social e articulando com fundações de apoio e coordenações de projetos critérios mais inclusivos para seleção de bolsistas.
C. Fortalecimento de parcerias estratégicas, buscando fundos conjuntos de pesquisa, fortalecimento junto à CAPES e ao CNPq e ocupação dos espaços como o Sapiens Parque (com seus mais de 200 mil m²) com projetos que contribuam para o desenvolvimento nacional soberano e a vida digna ao povo.
D. Integração interna e temas estratégicos:
Promover projetos conjuntos entre campi e maior integração entre grupos de pesquisa afins.
Estimular pesquisas em temas transversais estratégicos, como transição energética e transição ecológica, para a transformação e cuidado com o planeta e a vida.
5) Para a articulação das políticas, propomos a gestão e participação democrática, por meio de
Participação e abertura institucional por meio da consolidação de canais permanentes de escuta, diálogo e prestação de contas, por meio de fóruns permanentes e periódicos, consultas públicas, reuniões temáticas e participação efetiva da comunidade universitária nos processos decisórios.
Gestão de crises e transparência visando a instituir políticas de gestão de crises com protocolos padronizados, respostas públicas ágeis e coordenadas (assegurando segurança e autonomia para os setores na tomada de decisões, como a BU) e uso estratégico das informações da Ouvidoria e do SIC para qualificar a tomada de decisão.
Representatividade e democracia interna com o intuito de fortalecer a participação estudantil, das representações populares e comunitárias e das categorias nos espaços deliberativos, assegurar eleições diretas nas instâncias institucionais e retomar o Plano Diretor Participativo com ampla mobilização multicampi.
Articulação social e institucional garantida por meio da ampliação de parcerias com sindicatos, organizações do movimento popular e instituições públicas, reforçando o compromisso social da universidade com os territórios onde está inserida.
Isso se aprimora com a perspectiva de:
Mediar junto ao poder público questões como transporte, uso de áreas da UFSC e outras demandas que envolvam a integração do espaço universitário com a vida na cidade.
Garantir espaço e apoio institucional para as atividades das entidades representativas das três categorias
Promover diálogo e integração multicampi a partir das experiências pertinentes às investigações científicas.
Garantir eleições diretas para a superintendência do HU.
Assegurar participação estudantil paritária nos fóruns de discussão orçamentária, especialmente sobre assistência estudantil, e construir audiências sobre o tema por todos os campi
Fortalecer o diálogo permanente com entidades estudantis (DCE, DAs, CAs, APG)
Convocar eleições para a Comissão Interna de Saúde do Servidor Público (CISSP).
Fortalecer o papel da Comissão Interna de Supervisão da Carreira dos TAEs (CIS/UFSC).
Apoiar a criação de Câmaras administrativas que auxiliem e contribuam para decisões dos conselhos superiores.
Promover a descentralização de decisões relacionadas aos campi e ampliação da participação dos campi na construção de projetos e da política de gestão.
Integrar os campi na elaboração de normativas/portarias, avaliando as condições de aplicação nas unidades fora de Florianópolis.
Criar a Câmara de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas com assentos para todas as Unidades, incluindo CA, NDI, HU e agregando também a CIS.
Criar instrumentos adequados para prevenir e apurar ocorrências de violências na UFSC, como assédio moral e sexual, racismo e LGBTfobia.
6) Para a Comunicação, propomos presença e proximidade, atuando para:
Estruturação da comunicação pública por meio da Secretaria de Comunicação (SeCom), com equipe e infraestrutura adequadas, fortalecendo a gestão integrada da comunicação institucional.
Fortalecimento dos meios institucionais atuais, com consolidação e expansão da Rádio e da TV UFSC, com ampliação de equipes, infraestrutura técnica e integração multicampi na produção e distribuição de conteúdos.
Política de comunicação democrática e científica visando priorizar a divulgação científica, presença no debate público e respeito à formação e autonomia técnica dos servidores.
Integração acadêmica e protagonismo estudantil para articular AGECOM, TV e Rádio aos cursos e projetos de comunicação, arte e cultura, ampliando espaços para produção estudantil e fortalecendo bolsas e formação prática.
Presença digital e inserção regional com vistas a aprimorar a atuação nas redes sociais e mídias digitais, com linguagem acessível e estratégias específicas por plataforma e focadas na comunidade, ampliando a inserção regional da UFSC nos diferentes campi.
Isso se articula ao:
Criar instrumentos e ampliar canais de divulgação científica para aumentar a presença da UFSC na mídia e na sociedade.
Integrar a estrutura administrativa de comunicação (AGECOM, TVUFSC, Rádio) com os cursos e departamentos de comunicação, arte e cultura e atividades desenvolvidas por estudantes (inclusive a Rádio Ponto UFSC, o site jornalístico Cotidiano e o Jornal Laboratório Zero), em perspectiva multicampi.
Reestruturar a Agecom para atender de forma integrada os campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, reforçando a inserção regional da UFSC. Dito de outro modo, estamos falando na ampliação do quadro de servidores na área de comunicação pública.
Fortalecer a TV UFSC, ampliar sua capacidade de produção, operacionalização e transmissão, buscando igualmente integrar todos os campi ao sistema de produção e distribuição de conteúdo. Neste sentido, é fundamental a ampliação da equipe técnica, bem como de uma política específica de bolsas para estudantes de Jornalismo, Design e Artes Cênicas.
Abrir espaço para programas estudantis produzidos via DCE e APG, tanto na TV UFSC quanto na Rádio Educativa, e fortalecer a programação local.
Avançar no debate e planejamento para implementação da Rádio UFSC digital.
